O leigo, digamos assim, não consegue perceber o que acontece durante um processo de envio de informações a um site e o seu retorno.
Vou tentar expor o que acontece no site da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, durante um processo de emissão de uma NFS-e.
Se a emissão é feita pelo usuário através do site o processo é simples. Primeiramente o usuário, por assim dizer, se identifica no site, seja por meio de uma senha, seja por meio de um certificado digital que é o meio mais confiável e seguro. O usuário informa o cliente, informa o serviço e seu valor e pronto a NFS-e já pode está emitida. É claro que se for fazer isso para um número grande de NFS-e, você vai precisar de um exército de digitadores ou perder um tempão digitando as informações.
No caso de um sistema o processo é um pouco diferente. Inicialmente as informações são digitadas e armazenadas na base de dados do sistema. Num determinado momento então se decide que via se fazer a emissão das notas fiscais. Nesse instante o sistema “acessa” o site da prefeitura, se identifica e nesse caso essa identificação só é possível por intermédio de um certificado digital e o processo é iniciado. O processo é sempre o seguinte: o sistema envia uma mensagem e em contrapartida o site (a prefeitura) manda uma resposta.
No primeiro passo um lote de potenciais NFS-e é enviado ao site e um protocolo com o número da entrega é recebido.
No segundo passo o sistema pergunta ao site, informando o número do protocolo, como foi o processamento desse lote. Basicamente o site responde: “Calma ainda não tive tempo de verificar o seu lote, tente mais tarde” ou “no seu lote tem algumas potenciais NFS-e que estão com informações insuficientes ou erradas” ou “parabéns o lote está beleza”.
Se o site estiver muito ocupado, você não tem outra saída senão tentar mais tarde. Mas o tempo entre uma tentativa e outra, até se obter uma resposta da prefeitura, é no máximo de alguns muito segundos ou poucos minutos.
No caso do lote apresentar problemas, todo o lote é rejeitado, e os erros corrigidos e todo o lote tem que ser apresentado novamente.
A última alternativa significa que as nossas potencias NFS-e foram de fato transformadas em NFS-e. Resta-nos agora consultar a prefeitura e perguntar os dados da NFS-e. Isso uma vez mais é feito através de uma consulta. O sistema pergunta, uma a uma, para cada potencial NFS-e do lote que foi processado com sucesso, quais os dados gerados para aquela potencial NFS-e. Esses dados são o número da NFS-e, seu código de verificação e data e hora de sua emissão. Essas informações são necessárias, se o seu cliente quiser acessar o site da prefeitura e verificar a autenticidade da NFS-e emitida, ele poderá faze-lo por meio dessas informações.
É bem verdade que é um processo, razoavelmente complicado e bastante “burocratizado”, mas isso tudo é na realidade uma questão de segurança, e não é um processo de resposta imediata.